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Prevenção e as mudanças na prática veterinária

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Neste editorial vamos fazer uma reflexão sobre o artigo “The Paradox Of Preventive Care”*(O paradoxo dos cuidados preventivos), publicado no Today’s Veterinary Business, de autoria do médico-veterinário Bob Lester, diretor médico do WellHaven Pet Health e fundador do Banfield Pet Hospital e Lincoln Memorial University College of Veterinary Medicine (Estados Unidos). No artigo, o autor lembra que a pandemia reforçou para os profissionais da área de saúde, incluindo a veterinária, o valor dos cuidados preventivos. Contudo, temos um sistema de saúde que não foca na prevenção. O autor levanta uma questão simples, mas muito importante: quando foi a última vez que você “celebrou” com o seu cliente a ausência de doenças e a saúde do paciente?

Obviamente que todos os veterinários buscam e trabalham pela saúde e bem-estar de seus pacientes. Mas o que ele quis dizer é, de que forma a equipe veterinária tem mostrado aos clientes e enfatizado como é importante a prevenção e como aquele momento de constatação de saúde é valioso. Normalmente muitos mais tempo se dedica a um paciente quando há um quadro de doença a tratar. Contudo, porque não dedicar mais tempo também aos pacientes saudáveis, de forma que seus tutores tenham conhecimento e consciência suficiente para manter esse animal saudável.

Para que o cuidado preventivo seja cada vez mais uma realidade, Bob afirma que o modelo atual precisa ser desafiado. Obviamente que apenas uma consulta ao ano de 20 minutos não é o suficiente para educar os clientes sobre nutrição, comportamento, atendimento odontológico, imunizações e parasitas entre muitos outros temas. Além de ser algo inviável do ponto de vista econômico para um negócio.

De acordo com Bob para que o aumento dos cuidados preventivos seja algo sustentável para as clínicas veterinárias é preciso construir um bom relacionamento e vínculo com os clientes, além de investir na educação e conscientização. É preciso estar mais envolvido com os clientes, pessoalmente ou virtualmente, seja com um contato feito pelo próprio médico-veterinário ou por um membro da equipe. O ideal seriam cerca de três ou quatro interações com os tutores para construir confiança e estreitar vínculos. Consequentemente, isso resultará em bem-estar para os animais de estimação, tutores e veterinários.

Outro ponto importante, é que o compromisso com os cuidados preventivos com os animais de estimação reduzirá o estresse e o esgotamento das equipes veterinárias. Bob destaca que para alguns veterinários, isso requer uma mudança fundamental na forma como a prática é abordada atualmente.

Pode não parecer algo fácil e simples quando se trata de prática, mas vale a reflexão e o movimento na direção de melhorias.

Acesse o artigo na íntegra: todaysveterinarybusiness.com/
preventive-care-paradox/